Uma reportagem recente e alarmante da Folha de S.Paulo trouxe à tona uma realidade que muitas famílias desconhecem: o número de suicídios e tentativas de suicídio entre crianças e adolescentes, relacionados à internet e redes sociais, sofreu um aumento de 38% em São Paulo no ano de 2026.
Os dados, levantados pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad) da Polícia Civil, revelam que a internet, muitas vezes vista como entretenimento, tem sido palco para aliciamento, coerção e chantagem contra jovens vulneráveis.
As investigações mostram que crianças e adolescentes têm sido capturados em grupos fechados (como servidores no Discord) e comunidades privadas. Nesses espaços, predadores se aproximam oferecendo uma falsa sensação de pertencimento e acolhimento.
Uma vez estabelecido o vínculo, iniciam-se dinâmicas cruéis:
Testes de lealdade: Os jovens são pressionados a cumprir desafios ou praticar a automutilação para serem aceitos.
Chantagem e exposição: Pedidos de imagens íntimas ou segredos evoluem para ameaças, prendendo a vítima em um ciclo de intimidação.
Diferença de gênero: As meninas concentram a maior parte das tentativas de suicídio (frequentemente impactadas pela pressão estética e violências nas redes), enquanto entre os meninos, infelizmente, concentra-se o maior número de mortes.
As investigações mostram que crianças e adolescentes têm sido capturados em grupos fechados (como servidores no Discord) e comunidades privadas. Nesses espaços, predadores se aproximam oferecendo uma falsa sensação de pertencimento e acolhimento.
Uma vez estabelecido o vínculo, iniciam-se dinâmicas cruéis:
Nós da Clínica Presente Psicologia compreendemos que o chamado “abandono digital” frequentemente começa de forma sutil dentro de casa.
Na correria do dia a dia, não é raro que os adultos entreguem um celular para a criança como forma de mantê-la quieta e para que ela deixe de pedir atenção. No entanto, esse uso frequente, isolado e sem supervisão é um terreno extremamente perigoso.
A situação se torna crítica quando o ambiente familiar é pautado por uma educação punitivista. Quando a criança ou adolescente comete um erro ou cai em uma armadilha de chantagem virtual, a falta de uma comunicação segura cria um verdadeiro “beco sem saída”.
O medo da punição, do grito ou do castigo faz com que o jovem acredite que contar o que está acontecendo para os pais será ainda pior. Sem essa ponte vital de comunicação, eles se calam e ficam à mercê das violências do ambiente digital.
Para prevenir tragédias e proteger a saúde mental infantojuvenil, a mudança deve começar na postura da família:
Troque o castigo pelo diálogo: Construa um ambiente onde seu filho saiba que pode contar qualquer erro sem ser imediatamente julgado. O acolhimento deve vir antes da repreensão.
Monitore sem invadir agressivamente: Substitua o “proibido porque sim” por educação sobre cidadania e segurança digital.
Atenção aos sinais físicos: Isolamento repentino, uso constante de blusas de frio em dias quentes (que podem esconder cortes de automutilação) e mudanças bruscas de humor são alertas vermelhos.
CVV (Centro de Valorização da Vida): Atendimento 24h pelo telefone 188.
Instituto Vita Alere e Abrases: Oferecem materiais educativos e grupos de apoio para familiares e sobreviventes.
Fonte: SÁ, Bárbara. “SP tem alta de 38% em suicídios de crianças e jovens”. Folha de S.Paulo, 26 de setembro de 2026. Para ler a reportagem original completa, clique aqui (lembre-se de inserir o link no texto “clique aqui”).
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